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EDP entre as 157 grandes empresas que apelam a líderes europeus para reforçar metas ambientais

Terça-feira 15, Setembro 2020
Atividade corporativa
Sustentabilidade

Mais de 150 grandes companhias e investidores, incluindo a EDP, assinaram carta para pedir aos dirigentes europeus maior ambição nas metas ambientais – redução de emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 é uma delas.

Os dirigentes europeus são os principais destinatários de uma carta-compromisso subscrita por mais de 150 líderes de grandes empresas e investidores, incluindo a EDP, a pedir valores mais elevados na definição das metas ambientais. A carta, entregue esta terça-feira, 15 de setembro, elenca várias propostas, entre as quais se destaca o apelo aos governantes da União Europeia (EU) para apoiarem a ambição estabelecida no Acordo Verde Europeu (Green Deal) e a redução das emissões de gases de efeito de estufa em pelo menos 55% até 2030.

A EDP é uma das 157 empresas e investidores que subscrevem esta carta, juntamente com outras companhias, como Unilever, Microsoft, Ikea, Deutsche Bank, H&M, Google, EDF ou Efacec, e mais 21 redes e associações empresariais. A revelação deste documento acontece na semana em que a Comissão Europeia se reúne para discutir propostas para as novas metas de emissões até 2030 e na véspera do discurso sobre o Estado da União previsto para esta quarta-feira.

Através desta carta aberta, os líderes empresariais de toda a Europa pretendem reforçar a sua determinação em trabalhar com a UE para enfrentar os impactos da pandemia da Covid-19, ao mesmo tempo que se procura uma recuperação mais regenerativa e resistente ao clima. O documento realça ainda a diversidade das empresas europeias no apoio ao aumento da ambição climática, envolvendo desde empresas de produção, indústria pesada e finanças, passando pelos bens de consumo, produção de energia, tecnologia e muitas outras áreas.

“O que precisamos urgentemente de contemplar a seguir é uma implementação ambiciosa do pacote de recuperação focado em alcançar uma transição verde e digital, com o Acordo Verde Europeu no seu núcleo e tendo em vista uma elevada meta de redução de emissões de curto prazo”, destaca a carta conjunta dos líderes empresariais.

Além disso, “as decisões certas agora podem ajudar a criar e a proteger comunidades saudáveis, prósperas e justas e garantir um roteiro para uma economia próspera. Do ponto de vista do negócio e do investidor, é essencial ter clareza sobre o caminho de transição para a neutralidade carbónica e as estimativas temporais para cada setor, para além de ser essencial uma política que permita investimentos substanciais em soluções de carbono neutras. Isto, por sua vez, providenciar-nos-ia a confiança necessária para investir decididamente no ritmo e escala necessários para reduzir as emissões, criar empregos verdes decentes, impulsionar a inovação e acelerar a reconstrução de uma economia de carbono neutro resiliente”, reforçam no mesmo documento.

Para Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP, “a ciência climática e a sociedade civil estão totalmente de acordo – precisamos de uma ação mais célere sobre as alterações climáticas a partir de agora. A orientação regulamentar definida pela UE proporcionou um enorme crescimento em áreas como as energias renováveis e devemos manter a dinâmica da política se quisermos registar mudanças semelhantes em áreas como os transportes, o aquecimento e a indústria pesada. Vamos apoiar os decisores políticos em cada etapa do caminho para um mundo neutro em carbono em 2050.”

Antecipar os desafios do clima

Antes do discurso da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acerca do Estado da União de 2020, e na preparação para a Semana do Clima em Nova Iorque, os subscritores da carta apelam aos líderes europeus para que evitem os piores efeitos das mudanças climáticas e garantam uma recuperação económica sustentável e competitiva tomando os seguintes passos:

● endossar a ambição estabelecida no Acordo Verde Europeu;

● apresentar planos de recuperação resilientes que permitam os investimentos verdes necessários para oferecer neutralidade climática;

● concordar com uma meta claramente definida para reduzir as emissões domésticas de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 e objetivos associados.

Esta iniciativa é liderada pelo Grupo de Líderes Corporativos Europeus (CLG Europe), uma organização intersetorial de empresas europeias que trabalham para oferecer neutralidade climática. A carta foi entregue em parceria com o grupo We Mean Business, que inclui os grupos BSR, The B Team, CDP, WBCSD, The Climate Group e as suas redes RE100 & EV100, bem como com IIGCC e Business Ambition for 1,5ºC. Existiu apoio adicional de cadeias europeias de negócios e investimento, incluindo o BCSD Portugal, Centro de Soluções de eficiência energética (Eslovénia), Entreprises pour l'Environnement (França), Stiftung 2 Grad (Alemanha), a Aliança Europeia para a Recuperação Verde, EURIMA, EIIF, The Aldersgate Group (Reino Unido), The Dutch Sustainable Growth Coalition (Holanda), The Haga Initiative (Suécia), The Shift (Bélgica), Solar Impulse Foundation, The Spanish Green Growth Group (Espanha) e Wind Europe.

O texto completo da carta e a lista de signatários podem ser consultados neste link.